Presentes de fim de ano para clientes: o que oferecer a quem já tem tudo
Todos os Dezembros, milhares de empresas enviam milhares de presentes iguais a pessoas que já têm tudo. O cabaz. A garrafa. A agenda com o logótipo. Nada disto é mau. Nada disto é lembrado.
Um presente de empresa é lembrado quando diz alguma coisa sobre quem o recebe, e não sobre quem o envia. É uma diferença pequena na intenção e enorme no efeito.
Porque a maioria dos presentes falha
Porque são escolhidos para a lista, não para a pessoa. Quando se compra o mesmo objecto para cem clientes, o objecto tem de ser neutro, e o que é neutro não toca ninguém. O logótipo agrava: transforma o presente em publicidade, e ninguém se sente especial por receber publicidade.
E há o timing: chega na mesma semana que os outros vinte, de outras vinte empresas, e desaparece na pilha.
Três regras para um presente que fica
Que tenha o nome da pessoa, e não o da empresa. A personalização mais simples é a mais poderosa. Um objecto com o nome de quem o recebe passa a ser dele; um objecto com o logótipo de quem o envia continua a ser de quem o enviou.
Que dure. O que se consome desaparece; o que se guarda lembra. Um livro, uma peça de uso diário, uma experiência que fica na memória valem mais do que qualquer coisa que se come em Dezembro.
Que seja entregue à pessoa, não ao departamento. O presente que chega à recepção e é distribuído por uma assistente perdeu metade do valor antes de chegar. O que chega directamente, com uma palavra escrita, chega inteiro.
Três ideias que não acabam na gaveta
- Um livro escolhido para aquela pessoa, com o nome dela na capa. Não um livro qualquer: um que faça sentido para quem é. Um cliente que viaja recebe um sobre etiqueta internacional; um que recebe muito, um sobre a arte da mesa; um que dirige, um sobre protocolo. E cada um vê o seu nome impresso. É o princípio do Presente de Empresa da Etiquette360online: sete títulos à escolha, cada livro entregue por e-mail com o nome de cada destinatário, de uma pessoa a mil, sem logística.
- Um gesto em vez de um objecto. Um donativo em nome do cliente a uma causa que ele apoia, comunicado com um cartão escrito à mão. Custa o mesmo que o cabaz e é lembrado por anos.
- Tempo. Um almoço em Janeiro, quando o calendário de Dezembro já passou, é o presente que mais raramente se oferece e mais se agradece.
O que evitar
O álcool, sem saber se a pessoa bebe. A comida, sem saber o que come. Qualquer coisa que exija que o cliente a mostre a alguém. E, acima de tudo, o presente que chega sem uma palavra: o objecto pode ser bom, mas o silêncio à volta dele diz que foi uma tarefa, não uma atenção.
Um presente de fim de ano é a última coisa que a empresa diz ao cliente antes de o ano fechar. Vale a pena que diga alguma coisa.
Jorge Humberto é o fundador da Etiquette360online e o autor da colecção.